Instalação para Foyer

Nós no Rio de Janeiro
Nós no Rio da Prata

Projeto: Ileana Hochmann
Fotografía: Davy Alexandrisky

 

O anteprojeto da instalação para o Foyer nasce de um olhar e um encontro: Da escada e sua torção, do contraste do cimento bruto com a flexibilidade da forma. Emergem trabalhos orgânicos que se enrolam e se expandem, duro por fora – mole por dentro.

A ambivalência da palavra Nós/Nosotros/Nudos e das aguas dao origem ao título.
A proposta da instalaçao é criar uma atmosfera onde ambas as cidades e suas margens estão
presentes.
Violência e doçura
Criando um ambiente que interfera modificando, amolecendo, mostrando o reverso de algumas imagens.
Imprimindo, deformando, dobrando e desdobrando, mergulhando o papel na água, foram surgindo orgânicos, os nós e os rolos.
Espelho d’água, o chão preto do Foyer.
Fluxo e refluxo num movimento perpétuo que traz o mar / o rio.
Quando aparece uma margem desaparece a outra.
Em permanente transformação. Nós. Nosotros.
Um é o avesso de outro.
Água espessa marrom profunda (e os seus segredos)
Água azul transparente e pura. (e os seus segredos)
Os dois emergem juntos. Vem a tona ao mesmo tempo.

Memoria individual, familiar e social.

Errancia, deriva, desplazamiento.
No hay más: orillas que limiten y protejan.
Nao há mais: Um Cais / Muelle onde ancorar. Anclar.

“En el mundo contemporáneo todos somos, de algún modo por momentos extranjeros.” *
*Giunta, Andrea. Doctora en Historia del Arte, Universidad de Buenos Aires. Escritora, curadora e investigadora
¿Cuándo empieza el arte contemporáneo? / When Does Contemporary Art Begin?
Andrea Giunta. – 1a ed. – Ciudad Autónoma de Buenos Aires : Fundación arteBA, 2014. 212 p. ; 18×11 cm.

 

Ileana Hochmann



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